domingo, 1 de junho de 2008

Fábrica de Matar - Parte II


Em Maio de 1941, as tropas alemãs invadiram a URSS. Em 4 semanas de combates, foram feitos 3 milhões de prisioneiros 2 milhões morreriam antes de 9 meses na prisão. Em 22 de Maio de 1941, a comissão económica do 3º Reich reuniu-se para discutir como proceder após as primeiras semanas da invasão. As atas desse encontro foram encontradas em Berlim após a guerra e permaneceram durante muito tempo secretas. “Se quisermos avançar em território soviético, temos que reduzir o consumo de alimentos e de energia das populações locais, diz um trecho do relatório. Mais adiante, o documento conclui: Nada de falsa piedade. Milhões morrerão de fome.” – descobriu-se ser esta uma das mais pugnantes expressões em toda a ata. A entrada em cena dos prisioneiros soviéticos acelerou os planos de extermínio nos campos. Em Julho do mesmo ano, membros do Programa de Eutanásia de Adultos, o Aktion T4, visitaram Auschwitz pela primeira vez. Criado anteriormente, o programa de limpeza genética dos nazistas incluía a eliminação de crianças portadoras de deficiências ou com doenças terminais e a esterilização de adultos nessas condições. Após o início da guerra, o projecto foi levado aos territórios ocupados e a lista passou a incluir adultos que não estivessem aptos para o trabalho. Os indesejáveis eram enviados para clínicas um pouco por todo o território e lá conduzidos a salas com falsos chuveiros, cujos canos não estavam ligados à água, mas a cilindros de monóxido de carbono. Cerca de 70 000 pacientes foram assassinados assim, entre 1939 e 1941 Em 1941, os fuzilamentos em massa tornavam-se cada vez mais comuns. Os grupos de mobilização da SS, circulavam por trás das linhas de combate e perseguiam civis soviéticos e membros das comunidades judaicas da região, contando, muitas vezes, com o apoio de voluntários locais ucranianos, lituanos, letões, entre outros para capturar, fuzilar e enterrar os corpos.
Embora eficaz, este método começava a surtir um efeito que os nazis consideravam negativo sobre os soldados. O rito sumário, a morte de crianças, velhos e mulheres civis, estaria a afectar a moral das tropas.
Diante disto, surgiria um novo tipo de câmara de gás volante em camiões fechados que tinham o cano de descarga voltado para o interior do veículo. Foi durante uma viagem a Berlim, que um cientista teria tido a ideia de usar ácido cianídrico para eliminar os prisioneiros. Na época, uma marca popular desse produto era comercializada com o nome de Zyklon B (ciclone, em português) e estava abundantemente disponível em Auschwitz, onde era usado para combater as constantes infestações de piolhos e outros insectos o veneno tinha a vantagem de ser altamente tóxico e invariavelmente letal.
Foi escolhido escolhido o bloco 11 para o primeiro teste com Zyklon B. Numa noite entre o fim de Agosto e o início de Setembro de 1941, portas e janelas foram vedadas e os guardas da SS receberam máscaras de protecção. Cerca de 160 prisioneiros foram colocados nas celas do porão e o Zyklon, espalhado pelo local. Na manhã seguinte, muitos continuavam vivos. A dose teve de ser repetida até que todos morressem. No final daquele ano, Auschwitz parecia ter ficado pequeno para tanta actividade, e o engenheiro Karl Bischoff foi incumbido de desenhar o projecto que praticamente criaria um novo campo, a 3 km do anterior. O local escolhido fora ocupado por uma pequena aldeia a que os polacos chamavam Brzezinka, mas que ficaria famosa pelo nome em alemão: Birkenau. O projecto previa 100 000 prisioneiros e estrutura de uma pequena cidade.
Em oposição ao antigo Auschwitz, de onde a maioria das plantas e projectos desapareceram, o desenho original de Birkenau foi localizado entre os documentos secretos da antiga URSS, em 1990. Este revela que, desde o início, o local foi desenhado para abrigar os prisioneiros em condições repugnantes. Não havia água canalizada ou soalho nos barracões. Adaptados dos antigos campos da Alemanha, onde cada preso tinha a sua cela, os planos de Birkenau previam a colocação de 3 pessoas no mesmo espaço, ou 550 pessoas por barracão. As plantas originais revelam que o arquitecto não ficou satisfeito com esses números. Onde se lia 550 por barracão há uma anotação feita à mão, com o número riscado e trocado por 774. Ou seja, o espaço que nos campos da Alemanha era usado por 1 prisioneiro, em Birkenau, receberia 4.

Fábrica de Matar - Parte I


Matar um inimigo é fácil. Basta disposição, oportunidade e alguma força. Matar milhares de inimigos é mais trabalhoso. Requer poder e, de vez em quando, uma guerra. Agora, matar milhões de pessoas, eliminar populações inteiras e varrer do mapa comunidades, não é para qualquer um. Requer um arraigado sentimento de superioridade, doses cavalares de fundamentalismo, e, acima de tudo, poderio científico e uma pitada de irracionalidade humana. E, do ponto de vista puramente logístico, um grande esforço de organização, planeamento minucioso e disciplina - é preciso ter uma máquina extremamente eficiente em mãos.
Poucas vezes na história, talvez nunca antes nem depois, um governo se sentiu tão à vontade para executar a terceira situação descrita acima quanto os nazistas na Alemanha, Áustria, Romênia, Iugoslávia, Itália, França, Bélgica, Holanda, Bulgária, Hungria, Letónia, Lituânia, Ucrânia, Bielo-Rússia e Checoslováquia, mas, principalmente na Polónia. Nesses países, os seguidores de Hitler colocaram em prática um projecto inédito de limpeza étnica que levou a deportações, evacuações em massa, expurgos, migrações forçadas, prisões e, por fim, o extermínio planeado de quase 6 milhões de pessoas.
O modelo ultimado desta máquina de extermínio só ficou pronto com os campos construídos e operados durante a guerra na Polónia. Entre eles, o maior, localizado em Auschwitz, no sul do país. Lá, entre Maio de 1940 e Janeiro de 1945, cerca de 1,1 milhão de pessoas morreram. A maioria eram judeus, mas havia prisioneiros de guerra soviéticos, dissidentes políticos polacos, ciganos e testemunhas-de-jeová. O meu esforço incidirá agora em explicar como os nazis planearam e operaram a maior indústria de extermínio de todos os tempos. Que inteligência esteve por trás dessa máquina de assassínio em massa? Que ideologia a justificou? E quem foi quem no sistema: militares, empresários, cientistas, arquitectos, políticos, juristas, carcereiros e burocratas.
Seis meses antes, a Alemanha tinha invadido a Polónia e iniciado a 2ª Guerra. Naquele tempo os nazis colocavam em marcha o plano de utilizar o número crescente de prisioneiros de guerra nas fábricas e indústrias alemãs, onde seriam explorados como mão-de-obra escrava. Em apenas 20 dias chegariam o primeiro milhar de prisioneiros de Auschwitz: todos homens polacos, fortes e saudáveis, acusados de resistência. Entraram pelo portão da frente, onde o sargento Hoss mandara escrever: Arbeit macht frei (“O trabalho liberta”). A frase, que cheira a um verdadeiro folhado de sarcasmo, revela a prioridade dos nazis naqueles primeiros tempos da guerra: conquistar territórios para a Grande Alemanha e transformá-los, rapidamente, em mais uma fonte de lucros para a indústria de guerra e desenvolvimento de armamento. Apenas 3 meses após sua inauguração, já havia 8 000 pessoas no local. Localizado a 30 km de um conjunto de minas com algumas das melhores jazidas de carvão da Europa, o campo de Auschwitz também chamou a atenção de um grande grupo industrial químico alemão, a IG Farben, que apresentou ao governo nazi um plano para instalar ali uma fábrica de borracha e combustíveis sintéticos. Os empresários fariam enormes investimentos na região. Em troca, pediam a garantia de mão-de-obra abundante. E barata, como é óbvio…
A ideia ganhou desde cedo um apoio de peso: o marechal Heinrich Himmler, comandante supremo da Schutzstaffel (tropa de elite alemã que servia directamente sob a alçada de Hitler), um dos homens fortes do Reich. Segundo o historiador Christopher Browning, da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, longe de ser uma iniciativa isolada, a construção de campos como Auschwitz a que Himmler chamava de colónia-modelo estava intimamente ligada aos planos de expansão da Alemanha, revelando dois dos principais temas que qualquer nazi recitaria de cor: o espaço vital para reedificação do império alemão e a superioridade racial. Himmler esteve em Auschwitz pela primeira vez em Março de 1941. Numa reunião secreta, ele anunciou o seu desejo: que a capacidade do campo passasse para os 30 000 homens, o que faria de Auschwitz o maior dos campos de prisioneiros. Esses planos de ampliação só foram descobertos recentemente, após a morte do arquitecto alemão Fritz Ertl, que tinha guardado reproduções fiéis do projecto. Himmler tinha ali seus próprios aposentos, para os quais cada móvel, dos aparadores às poltronas, das mesas de trabalho aos enfeites na parede, foi desenhado com exclusividade. Enquanto isso, os prisioneiros trabalhavam duramente, escavando fossas, fabricando tijolos, construindo prédios, abrindo estradas, colocando trilhos, carregando e descarregando pesados fardos. E, apesar do foco no trabalho como se diria hoje em dia , Auschwitz já demonstrava outra vocação: mais da metade dos 23 000 prisioneiros enviados no primeiro ano para o campo morreu antes de completar 20 meses na prisão, abatida pela fome, exaustão e maus-tratos.

Ecologia, Poluição e Problemas Ambientais



A Ecologia é o estudo das interacções dos seres vivos entre si e com o meio ambiente. A palavra e o conceito foram iniciados em 1866 pelo biólogo alemão Ernst Haeckel da palavra grega “oikos”, que significa”casa”, e “logos” que, neste caso significa “estudo”. Esta por si é o maior testemunho dessa crescente mudança, dessa crescente responsabilidade para com a Natureza. Esta representa a conjugação da moral com o progresso científico, da sua orientação para o bem colectivo. Através desta passámos a conhecer melhor o nosso mundo… Já não estamos tão perdidos, mas temos ainda um longo caminho pela frente… A começar, podíamos tentar acabar com a poluição que nos assola.
Mas o que é a poluição? Poluição define toda e qualquer agressão ao ambiente, seja ela atmosférica, poluindo o ar que respiramos, aquática, corrompendo a água que bebemos ou sonora, perturbando a nossa audição. Todas elas comprometem a nossa vida… Mas, a poluição atmosférica é particularmente grave. Ela é o ponto de começo de quase todos os problemas ambientais…Das chuvas ácidas, por concentração de ácido sulfúrico e nítrico na troposfera, a destruição da camada de ozono na estratopausa, o efeito de estufa devido à acumulação de gases raros, CO2 e poeiras na atmosfera, o que leva à destruição de vida e património mundial, a doenças cutâneas e ao calor infernal que sentimos nestes dias de Primavera! Depois há claro, como consequência disto, o derreter das calotes polares, o que aumenta o nível dos oceanos, provoca dilúvios e posterior destruição e alteração dos ecossistemas. É claro que as marés negras, parte da poluição aquática não lhes ficam atrás, contaminando águas e assassinando fauna e flora. A poluição sonora dá-nos cabo dos nervos, e na cidade é uma constante, “podemos fugir, contudo não nos podemos esconder”.
O que acontece quando se juntam? Causam uma grande balbúrdia e mais uma dúzia de cataclismos, e claro, dores de cabeça para que eles que as procuram solucionar. Cabe-nos então a nós fazer o que há fazer: preservar a nossa bela nau de riquezas e aromas inefáveis!
Fonte: S.O.S Natural Club 2006 - 10º 2

O Dever Social - Parte II



Há que convencer as gentes desse mundo de que este não se encontra apenas ameaçado por armamentos, conflitos regionais e injustiças provenientes do seio de nações e povos, mas também pela falta de respeito pela natureza. Há que formar uma consciência ecológica no seio social, que não seja reprimida, mas sim favorecida, que se desenvolva e amadureça de forma a encontrar expressão adequada em programas e iniciativas concretas! Convencer a “malta” de que a “festa” não pode continuar, “senão daqui a uns tempos viramos esturro”! O fundamental para o progresso de uma sociedade pacífica é uma relação directa com a questão do ambiente baseada numa visão moral, ética e social coerente do mundo.
A aplicação sem discernimento dos progressos científicos e tecnológicos no campo industrial e agrícola leva a longo prazo a resultados negativos, embora seja na sua generalidade proveitosa para as sociedades. Também a destruição da camada de ozono por dissociação dos seus componentes por acção dos CFCs libertados por nós em práticas habituais e confortáveis são uma demonstração desse desrespeito pela vida. A norma fundamental, capaz de inspirar um sadio progresso económico, industrial e científico, é o respeito pela vida e, em primeiro lugar, pela dignidade da pessoa humana.
É-nos assim evidente a complexidade do problema que se põe: há uma ordem natural a ser respeitada mas, para tal acontecer, é necessário consciencializar a humanidade da urgente necessidade de uma nova moral de sociedade; só alterando o nosso estilo de vida, a nossa maneira de pensar, podemos esperar poder solucionar esta questão, este quebra-cabeças! A destruição do ambiente é um inimigo numa guerra que tem que ser ganha!

Há uma necessidade urgente, pois, de educação para responsabilidade ecológica: responsabilidade em relação a si próprio, responsabilidade em relação aos outros e responsabilidade em relação ao ambiente - a questão ecológica nos dias de hoje assumiu tais dimensões, que nela está envolvida a responsabilidade de todos!


Fonte: S.O.S Natural Club 2006 -10º 2

O Dever Social - Parte I





O simples acto de poluir pode ser considerado um atentado a todos os seres vivos, pois somos parte de um todo. O círculo é vicioso, o que acontece à Terra também acontece ao homem, todavia até aos nossos dias temos vindo a usar a Natureza a nosso favor sem a menor preocupação na sua preservação, por ignorância, descaso ou muito simplesmente para obter lucros.
No decorrer da evolução do ser humano em algum momento podemos verificar a tomada de consciência, por vezes forçada, mas de qualquer maneira, estamos diante da mudança de paradigmas, da busca do homem pelo convívio com a natureza e a sua preservação.
No entanto parece que somente com a valoração económica, é que nos dias de hoje se tem vindo a tornar interessante falar e discutir assuntos relevantes não meio ambiente, sendo vantajoso aos Estados e às empresas vincularem a sua imagem à preservação do meio ambiente ou seja é “politicamente correcto” preocupar-se com assuntos antes não interessantes por não terem valor económico. Mas até quando seremos nós reféns de interesses económicos, da busca de lucro, do conformismo e da ignorância a qualquer preço. Mesmo que o risco seja pago “a preço de ouro” pelo desaparecimento de espécies, ecossistemas e o surgir de sérios problemas ambientais, em nosso próprio detrimento?
Medidas têm que ser tomadas, mesmo que, de forma tardia para preservar o que nos resta: há que instigar não só a nossa responsabilidade ecológica mas também a nossa responsabilidade social!




O Consumir do Mundo



Prevenir o aquecimento global, evitar a destruição da camada de ozono, salvaguardar a floresta, evitar o esgotamento dos recursos, travar a desertificação, assegurar um desenvolvimento sustentável, preservar a biodiversidade, combater a poluição, criar hábitos de bom consumo, fazer reciclagem, separar os lixos domésticos… assumir uma atitude ecológica e cultivar as responsabilidade ecológica. Eis algumas dicas para salvar o mundo. Mas ainda há alguém que queira salvá-lo?
Sempre que nos esquecemos e desperdiçamos recursos e energia, damos um passo para o pagamento da factura! Nós ou os nossos filhos ou netos. Esse dia está, concerteza, muito mais próximo do que qualquer um esperaria! Todos nós, através de pequenos gestos e alterações aos hábitos dos hábitos de cada dia, podemos evitar o colapso e contribuir para a sustentabilidade do nosso planeta. A nossa consciência social e política deve evoluir no sentido de alcançar um ritmo semelhante àquele do progresso científico e tecnológico da nossa civilização, para que então todos estejam preparados para, prudentemente, aproveitar as suas potencialidades e compreender e evitar as suas desvantagens.
É por isso que o tema da responsabilidade ecológica é transversal: deve mobilizar-nos a todos!


Todos juntos podemos fazer a diferença!
Fonte: Natural S.O.S Club 2006 - 10º 2






Responsabilidade Ecológica



Num mundo em que pouco a pouco se via perdido, o ser humano, esse primata triunfante vindo do poço das épocas, viu-se na obrigação de brandir a responsabilidade de ressuscitar valores dos quais parecia haver prescindido…
Tomando como sua a tarefa de dar sentido ao que não parecia mais que um reino de consumismo, de vazio numa época de incerteza, este olhou em sua volta… Apercebeu-se… Apercebeu-se dos erros que havia cometido, da forma inexorável como havia gorado os desígnios da mãe Natureza. Compreendeu finalmente o que haveria de fazer! Assumir como sua tarefa, sua e de toda a humanidade, ou daquilo que desta se aproxima, renovar votos feitos outrora, sagradas promessas de protecção daquilo que a todos pertence, a Natureza, a Terra.
Assim nasceram conceitos como ecologia, responsabilidade ecológica, problemas ambientais, poluição; provas de que o ser humano, para o bem ou para o mal, removeu a venda de arrogância que por mais de uma vez selara sua visão. Mas não será tarde demais? Tarde demais para desculpar, o indesculpável, redimir, o irredimível, e buscar solução para o que parece insolucionável? Quem sabe… De qualquer forma, vejamos e reflictamos para que, talvez, a lição seja aprendida, e a história se torne história, tal como é digno de qualquer tempo passado a esta.


Fonte: Natural S.O.S. Club 2006 - 10º 2